terça-feira, 26 de agosto de 2025

O Programa das Super Séries >Por Arnold Schwarzenegger


O Programa das Super Séries



Passei a utilizar essa forma de treino, quando cheguei na Alemanha. Ela consiste em fazer rapidamente os exercícios, combinando-os sem que haja intervalo entre eles. Na Super-Série você alterna exercícios de peito, pernas e braços para que haja uma maior integração entre as partes do corpo. Os exercícios são os mesmos que você já conhece, só que os fará ao mesmo tempo.


Não há razão para não se fazer as Super-Séries caso você esteja em boa forma. É só fazer mais exercícios em um período de tempo mais curto. Sua resistência aumentará e o seu desenvolvimento dar-se-á mais rapidamente.


Programa de segundas e quintas

Coxas, Gêmeos e Cintura

1 - Agachamento e Cama romana deitado
Ao combinar o agachamento com a cama romana deitado, você trabalhará toda a perna. Aqueça fazendo o agachamento e depois faça 10 repetições na cama romana. Descanse um minuto. Repita o ciclo, fazendo 5 séries de 10 repetições para cada exercício.

2 - Cama romana sentado e Avanços



Trabalha todos os músculos da perna envolvendo bíceps femurais, e parte da coxa em volta do joelho. Comece com as extensões e passe para os avanços. Faça 10 Super-Séries, 15 repetições de cada exercício.

3 - Gêmeos em pé e abdominais



Vá direto do aparelho de gêmeos para o banco e faça 30 a 50 abdominais com as pernas flexionadas, e volte a trabalhar os gêmeos. Faça 5 Super-Séries de 15 repetições para cada exercício, sem período de descanso.

4 - Levantamento de pernas e gêmeos sentado
Comece com o levantamento de pernas e passe para o gêmeos sentado. Faça 5 Super-Séries com 15 repetições para cada exercício.


5 - Rotações
Faça entre 50 e 100 repetições como se fossem uma série só. Lembre-se que uma repetição conta-se de uma lado só do movimento e não dos dois.

6 - Rosca Pulso
Faça com o peso suficiente para que consiga realizar 15 repetições. Faça 5 séries de 15 repetições e algumas mais repetições no fim da última série.


Programa de terças e sextas



Costas / Peito e Ombros

1 - Supino e Barra fixa




Comece com o supino, passando imediatamente às barras. Faça 5 séries de 15 repetições para cada exercício.


 2 - Supino inclinado e Remada curvada

Faça 5 séries de 12 a 15 repetições para cada exercício.


3 - Crucifixo e Remada cavalinho



Faça 5 séries de 10 a 12 repetições por exercício.

4 - Pullovers



É o exercício que melhor trabalha a caixa toráxica, os intercostais e os músculos serráteis. Faça 5 séries de 15 repetições com pouquíssimo intervalo entre as séries.

5 - Desenvolvimento e Elevações laterais



Com esta combinação de exercícios, estará desenvolvendo o deltoide frontal e lateral. Faça 5 séries de 12 a 15 repetições para cada exercício.

6 - Crucifixo inverso e Rosca pulso



Atente à postura, não use halteres muito pesados e não descanse entre as séries. Faça 5 séries de 15 repetições por exercício.

7 - Gêmeos em pé e abdominais



Encerre o treino com 5 séries de 15 repetições na máquina para gêmeos. Depois de cada 3 séries, faça imediatamente 50 abdominais com as pernas dobradas.


Programa de quartas e sábados

Braços



O programa de quarta e sábado concentra-se nos exercícios de braço: bíceps, tríceps e antebraço.

1 - Tríceps pulley e Rosca alternada sentado no banco inclinado



Comece com o tríceps no cabo, com pouco peso. Assim que terminar, faça a rosca para o bíceps. Faça 5 séries de 10 repetições.




 

 

FITNESS & MUSCLE > TREINANDO AS COSTAS - FLEXÃO DE BRAÇOS NA BARRA FIXA PELA FRENTE, COM PEGADA ABERTA (OPCIONAL) Por Franco Columbu

 TREINANDO AS COSTAS > FLEXÃO DE BRAÇOS NA BARRA FIXA PELA FRENTE, COM PEGADA ABERTA (OPCIONAL)


Objetivo do Exercício: Alargar a região dorsal e criar uma completa abertura do grande dorsal.

A flexão na barra fixa de modo que você toque a barra com o peito e não com as costas lhe permite uma amplitude de movimento levemente maior e é menos específica, permitindo que você “roube” um pouco, de modo que possa continuar as suas repetições mesmo após ficar cansado.

Execução:
(1) Segure-se na barra fixa com uma pegada pronada, as mãos o mais afastadas possível.
(2) Pendure-se na barra, depois erga-se tentando tocar o topo do seu peito na barra. No topo do movimento, segure por alguns instantes e depois abaixe o corpo até a posição inicial.


TREINANDO AS COSTAS

O desenvolvimento de costas largas, espessas e maciças é absolutamente necessário na criação de um físico de qualidade em um fisiculturista. Músculos fortes nas costas são essenciais para a elevação e o transporte de carga pesada e um dorso altamente musculoso sempre foi considerado a medida da força de um homem.

“Minhas costas são uma arma que uso para destruir meus oponentes”, disse o vencedor de dois títulos de Mr. Olímpia, Franco Columbu. “Coloco meus polegares na região inferior das minhas costas e começo a expandir meu grande dorsal. Isso não ocorre de uma só vez. Primeiro, o contraio algumas vezes e depois começo a expandi-lo ao seu máximo. Cada vez que a audiência e os juízes pensam que acabou, contrario um pouco mais e ele se torna maior. E quando todos estão engasgados de surpresa que um homem possa atingir tal desenvolvimento, levanto meus braços e dobro meu bíceps duplo, mostrando uma enorme musculosidade, espessura e separação. Apenas os melhores fisiculturistas podem ficar ao meu lado, porque os outros são simplesmente jogados para fora do palco pela onda de músculos que criei”.

Quando um juiz de fisiculturismo olha para as costas de um atleta, ele procura três coisas nas quais ele está especialmente interessado:
(1) a espessura da musculosidade da região dorsal;
(2) a largura e a amplitude do grande dorsal; e
(3) a definição e o desenvolvimento na região inferior do grande dorsal.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

FITNESS & MUSCLE > O TREINAMENTO OLD SCHOOL o programa de treino de OMBROS do 8 Vezes MR. OLYMPIA MASTER VINCE TAYLOR

 

Treinamento

COMO CONSTRUIR DELTÓIDES
Qual o segredo de Vince Taylor para melhorar o físico?



Jerry Brainum

Depois de observar uma foto de Vince Taylor, em pose durante o Campeonato Nacional realizado em Atlanta-EUA, em 1988, Lee Haney teceu a ele um grande elogio, nomeando-o como o culturista com melhores condições de ser o seu sucessor como Mr. Olímpia. E Taylor foi além da perspicácia do atual Mr. Olímpia, pois naquele ano, além de vencer em Atlanta, logrou outra espetacular vitória na prestigiosa Noite dos Campeões, em Nova York, alguns meses depois. E o terceiro lugar por ele conquistado, com méritos, no Mr. Universo, na Itália, fez o seu ídolo Lee Haney “suar frio”.



Taylor esperava-se lutar de igual para igual no Mr. Olímpia em Chicago, no ano seguinte, com os “semelhantes” a Labrada e Ray, mas tal não aconteceu.


Nesse dia, em Chicago, a partir do instante em que as cortinas se abriram, ficou claro que ali não estava o mesmo Taylor que havia vencido na Noite dos Campeões. Mais tarde, Taylor revelou que estava passando somente 94 kg no Mr. Olímpia-90, contrastando com seu peso no ano anterior, que era de 105 kg.

Caído, mas não morto, Taylor voltou para os Estados Unidos depois de ter morado mais de 2 anos em Berlim. Fixou residência ao norte de Miami Beach para receber um bom treino das mãos sólidas de Herb e Sherry Davis, proprietários de uma famosa cadeia de fisiculturistas, o “Animal House Gym”, em Hollywood, Flórida.


Recuperação rápida

·         Seu novo critério de treinamento começou a produzir notável rendimento. Taylor canalizou o seu foco em metas com datas definidas futuramente: Campeonato Nacional em Columbus, em 1991. Antes, no entanto, foi trabalhar na massa muscular de maneira que ela fosse, gradativamente, se tornando mais sólida e densa.


·         Inúmeras pesquisas sobre reservas calóricas nos dias de descanso revelaram, Taylor aperfeiçoou-se o suficiente para conquistar o 3º lugar na disputa do “Arnold”, derrotando três oponentes que se colocaram na sua frente nos anos anteriores. Mais tarde, no dia 9 de março desse ano, Taylor provou que realmente estava de volta, ao conquistar o 1º lugar no Pittsburgh Pro Show.


“Frequentemente me vejo vislumbrando uma foto de Joe Weider cumprimentando Lee Haney com um abraço de Mr. Olímpia e na minha imaginação o que vejo sou eu”, disse recentemente Taylor. Se seu progresso está visível como vem se mostrando, essa visão de Taylor pode se tornar uma realidade.


Taylor, 34 anos, efetuou sua metamorfose no fisiculturismo através de uma programação rígida que incluía corridas antes do almoço, com seu corpo envolvido em plástico, desde a cabeça ao tornozelo, 45 minutos andando de bicicleta, saunas e uma dieta que se baseava em torno de atum.



A programação de Taylor para treinamentos com pesos é feita exatamente para ele.
E como exemplo, vamos revelar como Taylor treina uma das suas melhores partes do corpo, os ombros.

Exercícios para os deltóides

Um braço apoiado no Halteres Press: Vince fica em pé, ligeiramente apoiado para o lado, enquanto segura uma vara vertical para o equilíbrio. Diz que sente prazer com a sensação de concentração e controle que este exercício oferece. Além disso, o uso de dumbbells lhe permite mudar a posição do pulso de modo a trabalhar áreas diferentes dos deltóides.


Sentado, alternando Dumbbell Press: Vince senta-se com as costas apoiadas contra um suporte para minimizar o stress na região lombar. Pressiona para cima um halter, enquanto ele desce o seu oposto, alternando e mantendo o peso para cima. Para manter a tensão constante, não deixa os halteres tocarem os ombros entre as repetições.


Outro de seus projetos favoritos é a versão sentada do exercício lateral, que ele gosta de fazer com o mesmo peso de série-dupla, o que significa não fazer pausa entre séries. Assim, ele consegue total isolamento da parte lateral dos ombros, mantendo-se focado durante todo o movimento.


Taylor acredita que este é um dos melhores movimentos para desenvolver os deltóides. Está à uma curta caminhada dos ombros porque quando completamente desenvolvidos, eles...


largura aos ombros — a visão geral é de maior largura: fez quadris e cintura parecerem menores. Tudo isso ajuda a estética que acaba vencendo.


Dumbbells side laterals: Tayl começa fazendo dumbbells para a lateral, com os dumbbells dos lados da coxa. Ele eleva o peso até o nível do ombro, mantendo as suas palmas direcionadas para baixo. Dois erros comuns na execução deste exercício são direcionar os dedos das mãos para cima e os que direcionam para a face frontal da cabeça do deltoide, e elevar o peso acima do nível dos ombros, o que muda o desenvolvimento do deltoide para o trapézio.


Cable side laterals: Apesar de fazer o seu double set habitual, Taylor costuma fazer um treino com dumbbell e outro com cabo na pulley numa sessão.

Bent-over cable raises: Eles desenvolvem o arco lateral, a parte de trás do ombro, com as palmas direcionadas para baixo, até o nível dos ombros, braços perfeitamente estendidos.


Bent-over cable raises: Vince completa a sua rotina com alguns exercícios para a parte posterior (traseira) do deltoide. Essa parte dos ombros perfeitamente negligenciada, é importante para equilibrar o desenvolvimento do deltoide. A região posterior do deltoide bem desenvolvida, torna impressionante qualquer pose da parte superior do braço.


Com bent-over cable raises, Vince prepara-se, a partir do seu sistema de série-dupla, para 5 a 6 séries nonstop de bent-over cable raises. É com muito cuidado que ele faz a parte posterior dos seus deltoides executarem a maior parcela dos trabalhos que executa.



Princípios Weider

Treino instintivo: Vince, depois de uma grande experiência, aprendeu técnicas que funcionam melhor para o seu corpo. Por exemplo, o treino de super-séries.

Séries: O atleta Vince faz um exercício seguido imediatamente de outro, para o mesmo músculo. Isto difere da prática das super-séries, nas quais músculos opostos — bíceps e tríceps — são alternados, sem repouso entre as séries.


Forma correta

Vince faz a maioria dos seus exercícios observando a forma correta e amplitude total, adotando, entretanto, uma forma mais livre em determinados exercícios como presses.


Incrível estágio que necessita “dinamitar” os deltoides, a fim de acrescentar massa para tornar os ombros verdadeiramente impressionantes.

 


 

largura aos ombros — a visão geral é de maior largura: fez quadris e cintura parecerem menores. Tudo isso ajuda a estética que acaba vencendo.

Dumbbells side laterals:
Tayl começa fazendo dumbbells para a lateral, com os dumbbells dos lados da coxa. Ele eleva o peso até o nível do ombro, mantendo as suas palmas direcionadas para baixo. Dois erros comuns na execução deste exercício são direcionar os dedos das mãos para cima e os que direcionam para a face frontal da cabeça do deltoide, e elevar o peso acima do nível dos ombros, o que muda o desenvolvimento do deltoide para o trapézio.

Cable side laterals:
Apesar de fazer o seu double set habitual, Taylor costuma fazer um treino com dumbbell e outro com cabo na pulley numa sessão.

Bent-over cable raises:
Eles desenvolvem o arco lateral, a parte de trás do ombro, com as palmas direcionadas para baixo, até o nível dos ombros, braços perfeitamente estendidos.

Bent-over cable raises:
Vince completa a sua rotina com alguns exercícios para a parte posterior (traseira) do deltoide. Essa parte dos ombros perfeitamente negligenciada, é importante para equilibrar o desenvolvimento do deltoide. A região posterior do deltoide bem desenvolvida, torna impressionante qualquer pose da parte superior do braço.

Com bent-over cable raises, Vince prepara-se, a partir do seu sistema de série-dupla, para 5 a 6 séries nonstop de bent-over cable raises. É com muito cuidado que ele faz a parte posterior dos seus deltoides executarem a maior parcela dos trabalhos que executa.



Princípios Weider

Treino instintivo:
Vince, depois de uma grande experiência, aprendeu técnicas que funcionam melhor para o seu corpo. Por exemplo, o treino de super-séries.

Séries:
O atleta Vince faz um exercício seguido imediatamente de outro, para o mesmo músculo. Isto difere da prática das super-séries, nas quais músculos opostos — bíceps e tríceps — são alternados, sem repouso entre as séries.


Forma correta

Vince faz a maioria dos seus exercícios observando a forma correta e amplitude total, adotando, entretanto, uma forma mais livre em determinados exercícios como presses.


📌 Destaque:

Incrível estágio que necessita “dinamitar” os deltoides, a fim de acrescentar massa para tornar os ombros verdadeiramente impressionantes.

 


Treinamento com critério

Ao contrário de muitos fisiculturistas, Vince Taylor tinha já uma boa musculatura quando foi “descoberto” por John Brown, um fisiculturista americano, durante uma competição em Berlim, anos atrás.

Vince lembra que evoluiu com considerável massa muscular nos ombros pelo fato de caminhar carregando pesos pela área ocupada pelo Exército norte-americano, onde trabalhava como civil. Mas sentia que seus deltoides não impressionavam muito. Então resolveu acrescentar na sua rotina de treino exercícios de levantamentos laterais. Assim, concluiu que há necessidade de se adotar um programa variado de exercícios para desenvolver cada músculo em particular, e não somente no seguimento que impressione.


Outro ponto importante que Vince observou, ao estudar a função dos ombros, é que eles não são diretamente ligados à função dos músculos peitorais.
“Os deltoides têm 3 cabeças e você pode trabalhar cada uma separadamente — com desenvolvimento”, comenta Vince.


Um problema muito frequente observado em muitos fisiculturistas é o excesso de desenvolvimento de uma das cabeças dos deltoides, mais comumente a frontal que é, efetivamente, trabalhada em qualquer tipo de exercício de pressão, tanto no treinamento de ombros, quanto no peito.


Se você considerar que a maioria dos exercícios de peito envolve pressão de vários ângulos, é fácil ver como muitos fisiculturistas podem treinar os seus deltoides fora de proporção, executando uma sobrecarga de exercícios de pressão.


Vince, contudo, não descarta a importância de incluir até mesmo algum tipo de exercício de pressão em qualquer rotina de exercícios para os ombros. Exercícios de pressão envolvem vários grupos musculares vizinhos aos deltoides. Entretanto, eles são mais indicados especialmente para os iniciantes, por causa do fortalecimento de várias áreas e sistemas musculares.


Vince percebeu, através de experiências, que uma estrutura forte é menos propensa a lesões. Por isso, evita exercícios como os de arcos abertos de abdução lateral, pois eles colocam os músculos numa posição não-natural, aumentando o risco de lesões. Ele também não usa pressão com barra para ombros, preferindo o dumbbell press e alguma atividade alternada sentada ou de pé numa sessão típica de deltoides.



Treinamento de Vince Taylor

DIA

MANHÃ

TARDE

Peito e abdominais.

Deltoides e abdominais.

Costas e abdominais.

Tríceps.

Coxas.

Bíceps.

A seguir, um dia de descanso, depois do qual repete a sequência.


Rotina de exercícios para os deltoides

Tipo

Séries

Repetições

Dumbbell press

1-dupla

10/10

Dumbbell side lateral

5

10/12

Pulley raise

5

10/12

Bent-over cable raise

5

10/12

 




quinta-feira, 14 de agosto de 2025

FITNESS & MUSCLE > O TREINAMENTO OLD SCHOOL o programa de treino de PERNAS do 3 Vezes MR. OLYMPIA FRANK ZANE

 

"Aqui estão os exercícios e a rotina que usei para desenvolver minhas pernas anteriormente finas — os exercícios e a rotina que me ajudaram a ganhar o prêmio de 'Melhores Pernas' no recente concurso Mr. Universe da IFBB."

MINHA ROTINA COMPLETA DE DESENVOLVIMENTO DE PERNAS
Por FRANK ZANE
Vencedor de “Mr. North America” e “Melhores Pernas”


★ Como a maioria dos fisiculturistas que começa o treino com pesos, eu também sofria com pernas finas. Aprendi cedo que precisava desenvolver pernas musculosas — ou me contentar com um desenvolvimento desigual; mais importante ainda — aprendi que o desenvolvimento das pernas estimula o ganho de peso, crescimento e força. Felizmente, também aprendi como treinar minhas pernas — e hoje elas são cheias e musculosas, ao contrário das de muitos fisiculturistas, lamento dizer.
Quando comecei a treinar, li tudo o que pude sobre pernas, estudei o Sistema Weider, a revista MUSCLE BUILDER e a MR. AMERICA — qualquer coisa que eu pudesse conseguir, até criar um programa muito simples e eficaz de aumento de massa para as coxas. Ele consistia em dois exercícios: agachamento paralelo pesado e hack squat — e com esse programa ganhei 6,35 cm de circunferência nas coxas em apenas 1 ano.



Desde então, sempre achei fácil ganhar massa voltando a essa rotina, porém aprendi que há muitos outros fatores importantes além do mero aumento do tamanho da coxa.

OS 5 ASPECTOS VITAIS DO TREINAMENTO COMPLETO DE PERNAS

Deve-se estar ciente dos fatores que compõem esse desenvolvimento, os aspectos do treino que criarão um conjunto harmonioso. Eu sinto, depois de alguns anos de treino e estudo sobre o assunto, que existem cinco aspectos diferentes para o completo desenvolvimento das pernas:

  1. Desenvolver a parte superior da coxa.
  2. Desenvolver os quadríceps, aquela área muscular logo acima do joelho.
  3. Desenvolver o tamanho das pernas.
  4. Desenvolver a separação nos músculos frontais da coxa.
  5. Desenvolver as panturrilhas.

No início, eu treinava apenas para tamanho, com o programa citado, sem considerar os outros aspectos aqui mencionados, nem trabalhar definição e separação na coxa, e nem treinar panturrilhas. Desde então, passei a observar e desenvolver preferências de exercícios para essas áreas importantes.

Neste artigo, vou expor todos eles, descrevendo o programa que também uso na minha rotina geral de treino.

MEUS EXERCÍCIOS
Desenvolvendo a parte superior das coxas

  1. Agachamento Paralelo, 136 a 181 kg, 3 a 4 séries de 6 a 10 repetições. Acredito que talvez o melhor exercício para desenvolver essa região seja o Agachamento Paralelo com peso moderado. Um exemplo do meu treino seria:

Aquecimento com 90 kg
Série nº 1: 10 repetições com 136 kg
Série nº 2: 8 repetições com 159 kg
Série nº 3: 6 repetições com 181 kg
Série nº 4: 8 repetições com 147 kg


Faço este movimento com um bloco sob os calcanhares, pés cerca de 35 cm afastados, dedos levemente voltados para fora e costas retas. Desço lentamente até a posição paralela e recupero rapidamente sem quicar. Além disso, antes de começar os agachamentos, massageio meus joelhos com “Master of Tone” e os envolvo com bandagens elásticas para evitar possíveis tensões ou lesões nos joelhos.

Para mim, este é o exercício que melhor desenvolveu o tamanho.

Desenvolvendo os quadríceps

  1. Agachamento Hack, 32 a 36 kg, 3 séries de 10 repetições.
  2. Agachamento Frontal, 113 kg, 3 ou 4 séries de 10 repetições.
  3. Extensão de Pernas, peso moderado, 3 séries de 10 repetições.

Acho que os músculos logo acima das coxas, os quadríceps (especialmente o importante vasto interno), são melhor desenvolvidos usando um dos exer...

Desenvolvendo os Quadríceps — Continuação (estilo da página original)

Após o agachamento hack, o agachamento frontal e a extensão de pernas, gosto de acrescentar exercícios que isolem ainda mais o quadríceps e deem aquele aspecto “cortado” na parte frontal da coxa.

4. Avanço com Barra (Lunge) — 3 séries de 12 passos para cada perna.
Mantenho as costas retas, passo longo, descendo até que o joelho traseiro quase toque o chão. É um ótimo movimento para dar forma ao vasto interno e externo.

5. Agachamento Sissy (Sissy Squat) — 3 séries até a falha.
Inclino o corpo para trás enquanto dobro os joelhos, mantendo quadris para frente. Trabalha intensamente a parte frontal da coxa, isolando o quadríceps.

Observações importantes


  • Evito movimentos bruscos e sempre controlo a descida.
  • Prefiro não travar totalmente os joelhos na subida, para manter a tensão no músculo.
  • Entre séries, faço alongamento leve de quadríceps para manter flexibilidade.
  • Em períodos de definição, aumento repetições para 15–20 e reduzo peso, visando realçar separação muscular.

Resumo do Treino de Quadríceps (plausível em estilo vintage)

  1. Agachamento Hack — 3x10
  2. Agachamento Frontal — 3-4x10
  3. Extensão de Pernas — 3x10
  4. Avanço com Barra — 3x12 passos por perna
  5. Agachamento Sissy — 3 séries até a falha


 

FITNESS & MUSCLE > O TREINAMENTO OLD SCHOOL o programa de treino dos CAMPEÕES - Remada Alta

 

O TREINAMENTO OLD SCHOOL o programa de treino dos CAMPEÕES - REMADA ALTA


A remada alta é um dos exercícios mais clássicos e eficientes da musculação. Durante muito tempo, ela esteve no mesmo patamar de popularidade que movimentos como barra fixa com desenvolvimento, agachamento profundo e arranco com as duas mãos.
Com uma pequena variação — usando pernas e costas para levantar mais peso — temos o high pull, que também é excelente e mereceria estar no top 4 de exercícios para força e massa muscular.


Nos anos 1940 e 50, a remada alta era praticamente obrigatória em qualquer treino sério. Veja este exemplo do York Course Nº 8, criado por Bob Hoffman no fim da década de 1940. É simples, direto e muito eficiente:

Curso com 1 haltere pesado



  1. Tocar os pés com as mãos, mantendo o haltere acima da cabeça
  2. Rosca invertida inclinado
  3. Rosca normal inclinado
  4. Barra fixa e desenvolvimento com um braço
  5. Swing (balanço) com um braço
  6. Remada alta
  7. Desenvolvimento militar com um braço
  8. Swing com um braço e passada (split)
  9. Arranco com um braço sem mover os pés
  10. Desenvolvimento lateral
  11. Remada inclinada
  12. Flexão lateral de tronco

Era simples e funcionava. Naquela época, ninguém torcia o nariz para a remada alta — muito pelo contrário, era queridinha dos “old school lifters”.
Nos anos 70 e 80, o lendário treinador Vince Gironda até criou uma variação da remada alta para focar mais nos ombros, mostrando que o exercício ainda tinha espaço para inovação.

Resumo: a remada alta e suas variações são movimentos completos, simples e eficazes. Vale a pena incluir no treino — se até os “old school” juravam por ela, algo de bom tem aí.

 

Kalman Szkalak e o fundador da IFBB, Joe Weider, tiveram um confronto acalorado devido a uma disputa contratual > OLD SCHOOL

  Em 1977-1978, o fisiculturista Kalman Szkalak e o fundador da IFBB , Joe Weider , tiveram um confronto acalorado devido a uma disputa con...