domingo, 18 de outubro de 2026

💪 GOLDEN ERA OF BODYBUILDINGO > BOYER COE DO FISICULTURISMO PARA A BODY MASTERS

 

BOYER COE



DO FISICULTURISMO PARA A BODY MASTERS

Boyer está treinando pesado atualmente, e seu físico parece pronto para competir. Será que um retorno está em seus planos?


por Steve Holman -
Matéria publicada na revista 
IRONMAN Outubro de 1988

Lendas são difíceis de encontrar no fisiculturismo. O esporte simplesmente não existe há tempo suficiente para gerar muitos daqueles heróis corajosos tão comuns em outros esportes — como Babe Ruth, Ty Cobb, Mickey Mantle ou Willie Mays no beisebol —, aquelas estrelas do esporte divinas sobre as quais todos adorávamos ler quando éramos mais jovens. Claro, existem algumas lendas do mundo do físico como John Grimek, Steve Reeves, Bill Pearl e Reg Park, mas elas são raras e contadas nos dedos.




No entanto, se olharmos para os últimos 10 a 20 anos, podemos ver os fisiculturistas que estão destinados a entrar para o Hall da Fama do Fisiculturismo num futuro não muito distante — "quase-lendas", por assim dizer. Homens como Schwarzenegger, Columbu, Dickerson, Zane e Coe. Estes são os homens no limiar da imortalidade muscular na mente dos fãs veteranos de fisiculturismo.


Você pode ter notado que os homens mencionados acima foram todos vencedores do Mr. Olympia, exceto um — Boyer Coe. Embora esse título tenha lhe escapado, ele ainda é considerado um dos grandes. E ninguém pode dizer que Boyer não foi persistente; ele competiu no fisiculturismo por uns bons 20 anos. E quando o circuito Grand Prix começou no início dos anos 80, Boyer estava lá, posando em quase todos os campeonatos.



 

Naquela época, eram Mike Mentzer, Robby Robinson e Boyer disputando o topo. Eles eram três dos maiores e melhores em um esporte que finalmente estava saindo dos pequenos auditórios de escolas de ensino médio para entrar nos Madison Square Gardens do mundo.


Mas após o Mr. Olympia de 1980 na Austrália (que Arnold venceu) e o hiato temporário do circuito Grand Prix, Boyer decidiu que já chega. Ele estava cansado de competir, então reavaliou seus objetivos e decidiu se aposentar. Estava pronto para algo novo. E vejam só, em um curto ano, esse "algo novo" realmente apareceu — algo que se encaixava na definição de "oportunidade" de Boyer.


Foi no início de 1982 quando Boyer recebeu uma proposta de Arthur Jones, o bombástico proprietário da Nautilus Sports/Medical Industries. Arthur estava determinado a mostrar ao mundo, de uma vez por todas, que seu sistema curto e intenso de musculação era o melhor; Boyer, se aceitasse, seria a prova viva desse fato. Mas antes que esse experimento de treinamento pudesse começar, havia uma exigência: para evitar conflito de interesses, Boyer teria que vender suas ações na Body Masters, uma empresa de máquinas de exercícios que ele fundou em 1977 na Louisiana.



Boyer estava relutante, mas decidiu arriscar. Afinal, a Body Masters era uma operação modesta e com dificuldades na época, mal empatando nos lucros, enquanto a Nautilus era uma empresa milionária em plena expansão. A escolha era lógica. Ele arrumou suas coisas, vendeu suas ações na Body Masters e seguiu para a terra dos pântanos, jacarés e octogenários — a ensolarada Flórida — para testar as teorias da Nautilus.



Será que menos tempo na academia poderia realmente resultar em mais massa muscular? Treinos curtos e de alta intensidade três dias por semana produziriam os rápidos resultados musculares que Jones vinha prevendo há tantos anos? Até então, tudo não passava de teoria; era o momento certo para provar se essas conjecturas eram fato ou ficção, e Boyer era o homem de Arthur.


Boyer está com uma aparência extremamente muscular hoje em dia — quase boa o suficiente para uma grande tentativa de retorno.

Mas, ao longo dos seis meses seguintes, Boyer perdeu massa muscular. É verdade que ele estava passando por um divórcio e suas acomodações na Nautilus eram apertadas e desconfortáveis, mas, por qualquer motivo, a rotina não estava funcionando. Após seis meses, o experimento terminou incompleto (e alguns anos depois, Jones disse que talvez treinar até a falha não fosse a "solução definitiva" para o treinamento como ele pensava originalmente). Boyer permaneceu na empresa por mais um ano, mas acabou voltando para a Louisiana em busca de si mesmo.


Agora, seis anos depois, Boyer encontrou o que procurava. Ele está de volta à Body Masters e está com um visual excelente aos 41 anos e 100 kg (220 libras). Sentado em frente a ele no restaurante Good Earth, em Marina Del Rey, Califórnia, não pude deixar de notar seus antebraços rasgados posicionados de forma imponente na mesa diante de mim. Obviamente, o homem está se aproximando da forma física ideal de competição. Ele até me disse que seu percentual de gordura corporal foi medido em menos de 10%.


Com esse fato exposto (junto com os antebraços maciços e rasgados de Boyer), "retorno" foi a primeira coisa que me veio à mente. "Certo, Boyer, você está planejando um retorno às competições?"


"Bem", disse ele com um sorriso familiar, "está sempre na minha cabeça. Não passa um dia sem que eu pense nisso, mas estou tão ocupado com a Body Masters...Neste momento, a concorrência simplesmente não parece possível.”


Será que Boyer estava tirando onda com a minha cara? Considerando o progresso que a Body Masters tem feito ultimamente, provavelmente não. Eles acabaram de lançar 23 novas máquinas e abriram um showroom em Costa Mesa, Califórnia. Com uma estratégia de marketing inteligente e designs de máquinas limpos, a Body Masters está recebendo pedidos mais rápido do que o saque de um pistoleiro. Nada mal, considerando que Boyer e um sócio começaram a empresa lá em 1977, em uma garagem dupla.


Boyer e Mike Luquette examinam o limitador de amplitude em uma das máquinas de extensão de pernas da Body Masters.

“Nossas máquinas têm de tudo. Desde limitadores de amplitude até suportes lombares ajustáveis, essas máquinas são as melhores do mercado, e nós as precificamos de $200 a $500 a menos do que a Eagle, nossa principal concorrente”, disse Boyer.


Eu podia ver o brilho nos olhos de Boyer quando ele me contava sobre o sucesso e os projetos futuros da Body Masters. Ele estava especialmente orgulhoso do marcapasso/regulador de ritmo (pacer) eletrônico que eles desenvolveram. “Este marcapasso pode revolucionar a indústria de máquinas”, disse ele, radiante como um pai orgulhoso.


“Basicamente, o marcapasso eletrônico ajuda o praticante a treinar de forma mais estrita por meio de um feedback gráfico visual no visor do mecanismo”, disse Boyer. “Este marcapasso é um aparelho pequeno e de fácil leitura, posicionado para que o praticante possa observar.”


A velocidade adequada dos movimentos excêntrico e concêntrico é programada no marcapasso; então, conforme o exercício é executado, o praticante observa o visor e tenta manter suas repetições alinhadas com as características da repetição ideal, alinhando dois feixes de luz exibidos graficamente — é cada uma das repetições do praticante contra a repetição ideal. O marcapasso também conta as repetições e, ao final da série, dá uma porcentagem de quão bem o praticante se desempenhou em relação aos ideais programados antes da série.


De acordo com Boyer, esse marcapasso torna a máquina quase tão boa quanto ter um personal trainer. Ainda mais engenhoso é o fato de que a Body Masters tornou esse marcapasso universal — eles podem instalá-lo em quase todas as máquinas disponíveis no mercado.

“Nosso objetivo é simples”, disse Boyer. “Queremos dominar a indústria de máquinas com a linha Body Masters.”


Tudo isso é muito bonito, mas, como eu estava dizendo antes, Boyer é quase uma lenda no mundo do fisiculturismo, e o que eu realmente queria desta entrevista era obter seus comentários quase lendários sobre certas coisas associadas ao esporte. 


Como: os esteroides são realmente necessários para competir no meio profissional? Qual é a melhor maneira de treinar para obter o máximo de massa muscular? Uma união ou coalizão de fisiculturistas profissionais é possível? Mas antes, eu queria saber sobre Mike Mentzer, revolucionário do fisiculturismo e criador do sistema de treinamento Heavy Duty.


“Mike Mentzer era um bom amigo, mas não vejo aquele danado há quatro anos”, respondeu Boyer em um tom bastante solene. “Sabe, ele simplesmente nunca superou a competição do Mr. Olympia de 1980. Na verdade, enquanto ele trabalhava comigo na Nautilus, não se passava um dia sem que ele mencionasse isso. Ele sempre dizia: 'Eu vou me vingar; eles vão pagar'. Ele realmente acreditava que deveria ter vencido aquele campeonato, e eu percebia que isso o estava corroendo por dentro.


“Quanto ao treino dele, com certeza ele fazia menos do que a maioria dos fisiculturistas, mas ele é um indivíduo geneticamente muito dotado. Ele cresceria com quase qualquer sistema.”


Falando em treino, eu também queria saber como eram os treinos de Boyer hoje em dia. Ora, é para isso que nós, fisiculturistas, vivemos, não é? As técnicas de treinamento das estrelas.


A máquina de elevação lateral da Body Masters — pura qualidade artesanal.

“Bem, meu dia começa às três da manhã — é a única maneira de eu treinar religiosamente e ainda conseguir cumprir a jornada de trabalho. Eu treinos duas vezes por dia — uma às 4:30 da manhã e outra às seis da tarde — cerca de uma hora a uma hora e meia cada sessão.


 Eu uso uma rotina de três dias de treino para um dia de descanso, mas sempre treinos com a mesma intensidade. Em outras palavras, nunca mudo a intensidade em preparação para um campeonato; eu sempre treino pesado. 


A razão pela qual consigo manter essa intensidade é porque eu amo treinar. Mesmo quando eu competia, a parte mais prazerosa era a preparação para a batalha, não a competição em si.




“Também sou um firme defensor daquele velho ditado: 'a variedade é o tempero da vida'. Mudo minha rotina aproximadamente uma vez a cada seis semanas; isso mantém o entusiasmo em níveis máximos. Variedade e entusiasmo — estes são pontos muito importantes para alcançar objetivos e ter sucesso.”


Ah, o sucesso. Eis um tópico interessante. Por que algumas pessoas tornam-se...


tornam-se bem-sucedidos enquanto outros nunca chegam lá?   “Você tem que gostar do que faz para ter sucesso nisso”, disse ele em um tom convincente. 


“Você também tem que ser persistente. Eu sou como um pit bull — uma vez que mordo algo, não vou largar até carregar comigo e ser meu. Isso se aplica ao fisiculturismo, aos negócios ou a qualquer outra coisa.” 


  Boyer parecia estar se abrindo, então era hora de tocar no grande assunto: as drogas. Considerando o status quase lendário de Boyer, a honestidade deveria ser uma de suas prioridades. 


  “Ei, vou ser honesto”, disse ele (eu sabia que ele seria). “Eu ganhei o Mr. America de 69 sem drogas, mas sabia que teria que tomar alguma coisa se quisesse ganhar o Universe. Simplesmente não há como atingir o tamanho e a muscularidade extremos que vemos no nível profissional sem drogas.” 


  Mas e os competidores que afirmam ser naturais e as mulheres que passam nos testes antidoping?   “Esses grandes competidores que afirmam ser naturais — eu não acredito nisso nem por um minuto. E as mulheres fisiculturistas... 


A maioria das grandes tomou alguma coisa em algum momento. Já é difícil o suficiente para os homens construírem músculos sem esteroides. Essa é a minha opinião.” 


 

Isso resume bem a questão. Outro tópico de interesse foi a questão do sindicato. Afinal, Boyer e Mike Mentzer discutiram essa ideia no início dos anos 80. Talvez fosse cedo demais naquela época, mas e agora, com o rápido crescimento do fisiculturismo? 


Uma coalizão de fisiculturistas profissionais é viável?   “Para falar a verdade, provavelmente não funcionaria”, disse Boyer, balançando a cabeça. 


“A maioria dos fisiculturistas simplesmente não se importa. Tudo o que importa para eles é treinar. É por isso que apenas alguns — Tom Platz, Arnold, eu mesmo — se tornaram bem-sucedidos nos negócios. 


A maioria simplesmente não é profissional o suficiente — eles não aparecem para sessões de fotos, se atrasam para seminários e exibições, dão ataques de birra — é uma pena! Não vejo nenhum tipo de coalizão se desenvolvendo tão cedo.” 


  Mas e se Boyer Coe decidisse fazer um retorno e se tornasse o porta-voz dos fisiculturistas profissionais? Com sua experiência, tino comercial e status quase lendário, ele poderia unir os profissionais. O que você acha, Boyer?


   “Estou ocupado demais”, disse ele. “A Body Masters é minha principal preocupação no momento.”   Mas assim que a Body Masters estiver caminhando a passos largos (o que deve ser muito em breve), quem sabe? Talvez ele considere a ideia. 


 "Boyer está treinando duro, seu físico está ficando mais definido a cada dia e ele está pesando 220 libras (100 kg) trincado."   “Mesmo quando eu estava competindo, a parte mais prazerosa de tudo era a preparação para a batalha.”  


Afinal, qual fisiculturista treina em uma rotina dividida duas vezes ao dia, seis dias por semana, sem o pensamento de competir espreitando no subconsciente? Certo, Boyer?   “Como eu disse antes, não passa um dia sem que eu pense nisso”, disse ele com uma piscadela.  


Nota do editor: Para informações sobre a linha de máquinas da Body Masters, escreva para Body Masters, P.O. Box 259, Rayne, LA 70578 ou ligue para 1-800-325-8964. Na Califórnia, o showroom da Body Masters em Costa Mesa pode ser contatado pelo telefone (714) 545-1959.  



💪 LIFE STYLE > TREINAR PANTURRILHA PODE SER A CHAVE PARA A LONGEVIDADE

 

Muito além de contribuir para a sustentação e os movimentos das pernas, a panturrilha também desempenha uma função importante na circulação sanguínea. Por ajudar a impulsionar o sangue das pernas de volta ao coração, a região é conhecida por alguns especialistas como o "segundo coração".



Pesquisas recentes apontam que manter esses músculos ativos pode estar relacionado a benefícios metabólicos e cardiovasculares. Um estudo publicado em 2025 na revista Sports, por exemplo, observou que exercícios de elevação de calcanhar reduziram em 32% o aumento da glicose após as refeições em pessoas com pré-diabetes, em comparação com períodos de sedentarismo.


O sóleo, um dos músculos da panturrilha, também vem sendo estudado. Pesquisadores da Universidade de Houston identificaram que exercícios específicos para essa região podem estimular o metabolismo de gorduras e melhorar parâmetros ligados à ação da insulina.


Além disso, pesquisas da Mayo Clinic encontraram uma associação entre a capacidade da panturrilha de auxiliar no retorno do sangue e indicadores de mortalidade a longo prazo.

Os resultados, porém, não significam que fortalecer a panturrilha isoladamente seja capaz de aumentar a expectativa de vida. As evidências reforçam, principalmente, a importância de manter as pernas em movimento e reduzir períodos prolongados de inatividade. Caminhadas, escadas e simples elevações de calcanhar são algumas maneiras de estimular essa musculatura no dia a dia.

 


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

💪 TREINO OLD SCHOOL >TREINANDO OS DELTÓIDES Por Arnold Schwarzenegger

 TREINANDO OS DELTÓIDES

Arnold Schwarzenegger

 


Nós lemos a mais variadas coisas sobre esse ícone do nosso esporte. Boatos e lendas que quase sempre não correspondem a verdade. Gente que diz que Arnold é resultado de um experimento com hormônios, que tomava GH desde os 13 anos de idade, que usava mega-dosagens de esteróides, enfim, lê-se de tudo nessa época de internet. Mas o que é real, de verdade? Como era o seu treino? Quais os métodos que ele utilizava? Através dos artigos do escritor e editor Robert Kennedy, uma das pessoas mais próximas de Schwarzenegger, desde seu início como atleta de fisiculturismo, vamos poder conhecer os treinos e técnicas do Austrian Oak, o carvalho austríaco, que ele realmente usava.

TREINANDO OS DELTÓIDES

Arnold Schwarzenegger

 


Algumas autoridades do bodybuilding dizem que, se você tem bons ombros, abdominais e panturrilhas, você já terá as bases de um grande físico. Existe alguma verdade nessa afirmação. Não importa o quanto seus braços, coxas, peito e dorsais sejam grandes, sem um bom desenvolvimento dos ombros, abdominais e panturrilhas, nada de um grande corpo, nos padrões do fisiculturismo.

 


A razão é fácil de entender. Pense nas panturrilhas. Assim como os ombros, podem ser vistas de qualquer ângulo durante as poses na apresentação. Você não tem como ocultar panturrilhas. São tão importantes que, mesmo que o atleta tenha grandes coxas, todos dirão "ele não tem pernas". Sem bons abdominais, você não estará em boas condições físicas. Quando esse grupo muscular estão macios, carregando uma grande camada de gordura, o resto do corpo também estará assim.


Por outro lado, uma cintura com o abdômen hipertrofiado, definido, mas em um atleta com ombros pouco desenvolvidos, dará a aparência de um quadrado, sem aquela ilusão de parecer um V, com a cintura fina e os ombros largos. Faça seus ombros crescerem, e sua cintura vai parecer mais fina do que é. O desenvolvimento desses dois grupos musculares estão fortemente relacionados.

 


Ombros largos, inicialmente, tem relação com a genética, com sua estrutura óssea. O treinamento vai permitir que você aumente essa largura, no nível muscular.

 


Os deltóides são compostos de três cabeças distintas, a medial, ou lateral, a parte frontal e a parte de trás. A parte lateral tem mais atenção dos bodybuilders, porque ajudam na ilusão de largura, mas o desenvolvimento das três partes é essencial. A cabeça frontal vai se ligar ao peitoral, enquanto a parte de trás vai se unir ao trapézio, tríceps e os músculos das costas.


A eficiência de uma pose clássica, como o duplo bíceps frontal, dependerá muito do desenvolvimento dos ombros. Não importa qual pose você execute, ou que transições vai fazer de uma pose para outra, os aspectos do seu deltóide sempre estarão sob julgamento.

 


Embora esteja classificado como um músculo das costas, o trapézio é parte integral da parte de trás dos ombros, e o completo desenvolvimento desse grupo deve acontecer para que os ombros causem uma boa impressão. A ligação entre ombro e trapézio é tão complexa, que sempre fiz mais séries e repetições para essa região do que para qualquer outra.


Nunca faço menos do que 30 séries, e normalmente faço 50. Existe muita discussão nas revistas de musculação sobre o risco de overtraining, e alguns campeões dizem fazer apenas cinco séries por músculo. Eu simplesmente não consigo entender como se consegue treinar toda área dos deltóides com só esse número de séries. Eu trato cada uma das cabeças do deltóide como se fossem músculos separados, logo cada uma requer o seu número de séries. E os trapézios, como já disse, tem uma estrutura larga e complexa também. Eu acredito que você necessita de um mínimo de seis exercícios, com cinco séries em cada, e seis vezes cinco são 30. 30 séries !

 


Até o iniciante deve fazer, pelo menos, dois exercícios para os deltóides e trapézios. Utilizar somente os básicos, como o desenvolvimento, tanto pela frente como por trás, e em seguida três séries de remada alta. Essa rotina simples vai dar um bom estímulo para as três partes dos ombros e para os trapézios.

 


O esportista intermediário deve fazer três ou quatro exercícios. Eu sugiro desenvolvimento por trás, elevação lateral com halteres, elevação para trás com halteres e a remada alta. 3 séries de 6 a 10 repetições em cada exercício, totalizando 12 séries.

 


Os atletas avançados já necessitarão de 5 ou 6 exercícios, quatro para os deltóides, e dois para o trapézio. Quatro séries em cada. Uma boa rotina para esse tipo de atleta seria com esses seis exercícios: desenvolvimento por trás, elevação lateral, elevação lateral com cabos, elevação com halteres para trás, remada alta e remada alta com halteres.

 



MINHA ROTINA PESSOAL PARA DELTÓIDES E TRAPÉZIOS

 


Como todo bodybuilder, no decorrer dos anos tenho experimentado cada exercício para os ombros e trapézios. Não respondemos da mesma maneira para cada movimento, e eu não sou diferente. Através de erro-e-acerto, fui descobrindo o que era melhor para mim.



Tente as minhas sugestões, mas não deixe de procurar por outras opções. Procure por exercícios que te tragam um bom pump, e que mostrem que seu músculo está sendo o mais isolado possível durante o movimento.



Mantenha os que achou eficiente durante toda a sua rotina, e vá experimentando outros ocasionalmente. Sempre lembre-se de criar uma rotina que trabalhe seus pontos fracos. Seu objetivo deverá ser construir um físico simétrico e proporcional, mas também com um bom volume muscular.

 

Com o passar do tempo, encontrei nesses nove exercícios para os ombros os melhores resultados:

 

1. Arnold Press

2. Elevação lateral com halteres sentado

3. Elevação unilateral com cabos

4. Elevação unilateral com halteres deitado

5. Desenvolvimento por trás

6. Desenvolvimento com halteres

7. Desenvolvimento na Smith Machine

8. Elevação com halteres para trás

9. Elevação frontal com halteres

 


Para os trapézios, eu geralmente fazia uma dessa opções:

 



1. Remada alta

2. Remada alta com halteres

 

Quando chegava a época das competições, eu escolhia 9 de todos esses 12 exercícios. Normalmente eu treinava sem usar nenhum método especial, a não ser superséries, para tentar um pump maior, e aumentar a intensidade do treino. Também uso drop-sets nos movimentos com halteres, usando uma técnica que aprendi com Vince Gironda, o down-the-rack. Por exemplo, começo a elevação lateral com um par de halteres de 45 kgs, e depois de completar a série, recomeço, sem descanso, com um par menor, até chegar a halteres de 15 kgs. Depois disso meus ombros estão tão estressados que mal consigo erguer os braços. Nos períodos de descanso, no off-season, eu faço 5 exercícios para os ombros, e um para os trapézios. Procuro fazer com o movimento correto, repetições de 6 a 10, e o máximo de peso.

 

DESENVOLVIMENTOS

 

Eu sempre uso 4 tipos de desenvolvimento. Pela frente na Smith Machine, por trás com barra livre, com halteres e a variação que batizei de Arnold Press. Prefiro fazer sempre sentado, porque acredito que isso causa menos pressão na região lombar. Normalmente escolho dois exercícios de desenvolvimento, entre os quatro. Um erro comum entre bodybuilders está em travar os braços na parte final do movimento. Com isso você estará requisitando muito mais tríceps do que deltóides, alem de aumentar o risco de lesão nos cotovelos.

 

ELEVAÇÕES

 

Uso as elevações com halteres, ou com cabos, para isolar melhor as três cabeças dos ombros. Sempre procuro fazer usando a forma correta, completando totalmente o movimento. Um macete é procurar manter o dedo mínimo mais elevado do que o polegar, isso aumentará o isolamento da parte do ombro trabalhada durante a elevação.

 

TRAPEZIOS

 

Esse grupo responde melhor para exercícios mais pesados, mas não super pesados. Com frequência vejo bodybuilders utilizando halteres pesadíssimos, e tendo que executar movimentos apenas parciais. Esse tipo de treino é bom para o ego, mas não para os músculos. Use pesos que possibilitem o movimento total, e tente manter os trapézios contraídos por alguns segundos antes de retornar a posição inicial do exercício.

 

DETALHES FINAIS

 

O treino de ombros parece bem simples, mas é bem mais difícil do que aparenta. Preste atenção nos detalhes, como a posição das mãos nas elevações laterais. Sempre use o máximo de pesos, desde que não comprometa a execução correta do exercício. Faça cada exercício com a amplitude total. Repetições parciais só trazem desenvolvimento parcial.

 

Não seja um idiota trocando idéias com seus amigos durante o treino. Treino super intenso é uma exigência para quem procura por uma hipertrofia rápida, e bater papo entre as séries só atrapalha isso.

 

Avalie constantemente seu progresso. Sentindo que está entrando em overtraining, diminua o número de exercícios e de séries.

Tenha cuidado com a dieta, sempre procurando ingerir proteínas de qualidade e calorias suficientes para promover o crescimento.

Seus deltóides e trapézios devem estar completamente estressados ao fim do treino. Se não estiver conseguindo isso, essas podem ser as razões:

 

1. Não treina com a intensidade adequada

2. Descanso muito longo entre as séries

3. Dieta inadequada

4. Pouco descanso e falta de sono

 

Grandes ombros redondos, como bolas de boliche, podem ser seus. É tudo uma questão de querer que isso aconteça com ferocidade e dedicação.


💪 GOLDEN ERA OF BODYBUILDINGO > BOYER COE DO FISICULTURISMO PARA A BODY MASTERS

  BOYER COE DO FISICULTURISMO PARA A BODY MASTERS Boyer está treinando pesado atualmente, e seu físico parece pronto para competir. Será...