terça-feira, 24 de outubro de 2023

Fitness & Muscle >LUIS OTÁVIO DE FREITAS - O PRIMEIRO CAMPEÃO MUNDIAL DO BRASIL- 1987

 

LUIS OTÁVIO DE FREITAS - O PRIMEIRO CAMPEÃO MUNDIAL DO BRASIL- 1987

LUIS OTÁVIO DE FREITAS

Nos anos 40/50 do século passado, a modelagem física era um furor mundial. Porém, a partir dos movimentos culturais surgidos nos anos 60, a prática hibernou, ficando restrita aos amantes do esporte dos pesos, relativamente poucos mas convictos ferreiros de alma. 


Estes “abnegados” (para usar a expressão de Eugênio Koprowski, que abriu sua academia em 1963, com 19 anos de idade) formaram a resistência do esporte em todo o mundo. 

LUIS CARLOS MAIA

No Brasil, o Movimento Força e Saúde declinou, mas a “resistência” realizava campeonatos, criava associações de atletas e de pequenas academias. Em 1963, o desmembramento da Federação Paulista de Halterofilismo deu origem às Federações Paulistas de Culturismo (Modelagem Física) e de Levantamento de Peso (Movimentos Olímpicos). 

CARMELO DE CASTRO

Logo depois, a Federação Paulista de Culturismo fundou a Confederação Brasileira para atuar a nível nacional.

LUIS CARLOS MAIA










Na virada da década 70/80 uma nova explosão do culto ao corpo arrancou das sombras a prática da musculação e nos Estados Unidos as estatísticas informavam que 35 milhões de americanos recorriam ao exercício com pesos para se manterem em forma. 


Em 1980 a Federação Paulista contabilizava cerca de 100 academias de ginástica em São Paulo, pouquíssimas das quais ofereciam a modalidade dos pesos.


Apenas 2 anos depois, já eram 300 as academias na cidade e quase todas tinham algum tipo de ginástica estática, com halteres ou outros equipamentos. Foi nessa transição que São Paulo viu nascer um atleta que se projetaria para o mundo.
LUIS FREITAS

Com genética e preparo físico e intelectual incomparáveis na época, Luis Otávio Batista de Freitas foi Campeão Brasileiro pelo E.C.Pinheiros em 1981 e Campeão Sul-Americano (Lima, Peru) em 1982.

 Em outubro do mesmo ano ele tentou a sorte no Mundial em Brugges, na Bélgica. Ele tinha 26 anos e um corpo possante e harmonioso com 1,78m de altura, 98 kg, 49 de bíceps e 50 de panturrilha. Mas ainda se passariam alguns anos para Luis Otávio alcançar o que passou a ser sua meta primordial: vencer um Mundial.

LUIS FREITAS

Depois de perder o título em 1986 no Japão, por doping positivo (primeiro teste realizado pela IFBB num Mundial, onde o Dr. José Maria Santarém representou a Confederação Brasileira), finalmente em 1987 Luis Otávio de Freitas foi Campeão Mundial pela IFBB na categoria Pesada, em Barcelona, Espanha.

O Brasil todo comemorou, principalmente a 
Confederação Brasileira então capitaneada por Eugênio Koprowski e por uma diretoria de peso que incluía o Dr. Santarém e outros importantes dirigentes.

O INÍCIO DE LUIS OTÁVIO

LUIS OTÁVIO FREITAS


Aos 17 anos ele pesava 72 kg e a natação foi seu primeiro esporte, onde conquistou o título sul-americano nos 100m borboleta, no Chile.

LUIS OTÁVIO FREITAS

Passou quatro temporadas nos Estados Unidos nadando pela Stanford University e estudando Administração de Empresas. Voltou ao Brasil decidido a deixar a natação e experimentou o judô, sofrendo uma contusão no joelho. Foi aí que, num trabalho de recuperação com levantamento de peso no Pinheiros, foi descoberto pelo Prof. Bruno Barabani e iniciou sua preparação sistemática, em 1976. Na estréia como atleta competidor em 1980, Luis Otávio ganhou todos os títulos: o Paulista de Estreantes em fevereiro, o Mister Capital em março, o Mister São Paulo em abril, o Torneio Rio-São Paulo em maio e o Mister Brasil em agosto, sendo vice no Torneio dos Campeões em setembro, que venceu em 1981.



Metódico e disciplinado, Luis Otávio considerava o treinamento um ritual sagrado e, com o apoio de sua esposa Marta, dividia sua jornada diária entre o treino pela manhã e à noite e o trabalho como Supervisor de Vendas da Wheaton do Brasil. Quando o empresário Abílio Diniz, do Pão de Açúcar, instalou uma academia em sua mansão, chamou Luiz Otávio para orientar seus exercícios com pesos, como já fizera Maurice Cohen, outro executivo internacional.


E assim Luis Otávio iniciou entre nós uma profissão que conhecemos como Personal Trainer.

LUIS FREITAS


O MEGA TREINAMENTO DE PERNAS DO MR. UNIVERSO LUIS OTÁVIO DE FREITAS
LUIS FREITAS







LUIS OTÁVIO FREITAS



Por Jota Bezerra!



sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Fitness & Muscle > O TREINAMENTO dos CAMPEÕES # 17

   Fitness & Muscle > O TREINAMENTO dos CAMPEÕES # 17


DANNY PADILLA




LARRY SCOTT

VOCÊ SABIA?

Larry Scott 

Aos 16 anos, Larry Scott encontrou uma revista sobre musculação em um lixão local com George Paine na capa. Essa foi sua inspiração inicial para iniciar na musculação.

Larry Scott


MIKE MENTZER

Embora os exercícios em si fossem intensos, cada movimento deveria ser executado de forma perfeita. Para muitos Trabalhadores do Ferro, isso é desnecessário dizer. No entanto, Mentzer fez questão de enfatizar cada movimento em um exercício com amplitude completa de movimento.

MIKE MENTZER

Isso significava levar de 2 a 4 segundos na subida e a mesma quantidade de tempo no movimento descendente. Isto pode não parecer muito, mas para aqueles de nós que se habituaram a usar o seu impulso em muitos levantamentos, isto muda seriamente a dificuldade dos treinos. E se você considerar os pesos pesados e as baixas repetições que Mentzer estava usando, isso se torna ainda mais impressionante. 


Por exemplo, ele considerava as costas sua parte favorita do corpo para treinar, pois acrescentava muita definição. Então, quando Mentzer abordava suas costas, ele se certificava de ir mais devagar durante os levantamentos para desafiar cada um dos vários músculos que compõem as costas.


“Ir para o fracasso” também foi visto de forma diferente: não significava que ele não poderia continuar o levantamento, mas que não poderia continuar em perfeita forma. Esta filosofia “lenta e constante” colidiu com o apelo para manter os tempos de descanso tão breves quanto possível.


 Ao passar de uma série para outra, era necessário acumular fadiga entre os treinos para desafiar constantemente os músculos ao máximo, como vimos com sua visão de alta intensidade no treino.








TOM PLATZ


Perguntaram a Tom Platz: Qual você diria que foi a mudança mais significativa que fez no treinamento de pernas quando se mudou para a Califórnia?


“Treinei minhas pernas com menos frequência e não fiz mais consistentemente os treinos de baixa repetição com pesos máximos no agachamento. 


Então treinei com menos frequência e consegui aumentar a intensidade, mas fiz isso fazendo repetições mais altas e ainda usando pesos pesados. 


E quanto menos eu enfatizava o treino de pernas em termos de frequência de treino e de fazer baixas repetições com pesos máximos, mais vascularizadas, mais separadas, mais detalhadas e mais polidas minhas pernas se tornavam.”

Então, a partir de 78, concentrei-me em não fazer o trabalho pesado de pernas que fazia anteriormente, embora ainda fosse pesado. Quero dizer. Naquela época eu ainda conseguia colocar 495 na barra e fazer 15 repetições no agachamento. Mas eu me concentraria nas repetições, comecei a me concentrar mais nas repetições, ao invés do peso máximo, no meu treinamento de pernas depois de 78.”

 
























💪 O “Desenhista” e o “Martelo”

 O “Desenhista” e o “Martelo” O Plano: Frank Zane costumava manter diários de treino meticulosos, cadernos preenchidos com cada repetição...